Carracas
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O QUE SÃO CARRAÇAS?

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As carraças são parasitas externos de diferentes espécies de animais, classificadas como ácaros, parentes próximos das aranhas.

As carraças são um dos grupos mais importantes de parasitas externos que existem, não só pelos danos directos causados a gado, animais de estimação e animais selvagens, mas também devido ao grande número de doenças que transmitem.

As carraças têm características biológicas invulgares que contribuem para o sucesso da sua reprodução e ampliam o seu potencial como vector ou transmissor de doenças infecciosas. Algumas das características mais marcantes são a elevada prolificidade e a sua extraordinária longevidade. Estas não apenas perpetuam a existência de carraças no ambiente, mas também prolongam a permanência no meio dos agentes patogénicos que eles carregam, tornando-se difícil controlar as doenças por estes causados.

Outra característica prende-se com a capacidade de armazenamento de reservas no seu sistema digestivo. As carraças conseguem acumular no seu corpo quantidades de sangue que obtiveram nos animais que parasitaram, sem o digerir, e ir consumindo este alimento gradualmente ao longo de vários meses ou mesmo anos.

Existem cerca de 800 espécies de carraças que são divididas em dois grupos: moles e duras, dependendo da dureza da cutícula ou membrana que reveste o corpo. As mais importantes para os seres humanos e animais são as chamadas carraças duras. Todos se alimentam do sangue dos animais que infestam, ou seja, eles são hematófagas. Em Portugal, embora existam várias espécies de carraças, há três mais comuns: Rhipicephalus sanguineus, Dermacentor reticulatus e Ixodes ricinus.

Para se alimentar, as carraças têm peças bucais especiais que lhes permitem perfurar a pele do hospedeiro, agarrarem-se fortemente a este e ingerir sangue. Devido ao mecanismo de fixação, se se tentar arrancar uma carraça puxada do hospedeiro de forma incorrecta, o aparelho bucal parte-se e fica encravado na pele, provocando granulomas ou caroços.

Por todas estas características, as carraças podem transmitir várias doenças infecciosas a animais e seres humanos.




COMO É QUE OS ANIMAIS SE INFESTAM COM CARRAÇAS?

Uma carraça infesta um animal quando este entra em contacto com um ambiente infestado por estes parasitas. As carraças permanecem em locais de passagem dos animais e agarram-se ao pêlo destes quando passam na proximidade. As carraças também possuem sensores muito especializados que as levam a detectar a presença dos animais e as conduzem até à presença daqueles que se encontrem num local, como num canil, num quintal ou varanda. As carraças sobem para o animal para se alimentar e acasalar. Dependendo da espécie de carraça, existem diferenças em termos da sua relação com os hospedeiros durante o seu ciclo de vida.

No caso da carraça castanha do cão (Rhipicephalus sanguineus), o parasita pode passar por três hospedeiros diferentes (por exemplo, um rato, um gato e um cão) durante o seu ciclo de vida. A passagem por vários animais diferentes aumenta as possibilidades de transmissão de agentes infecciosos entre animais.



COMO É O CICLO DE VIDA DAS CARRAÇAS?

O risco de um animal se infestar com carraças é maior na primavera e no outono, mas as carraças encontram-se no ambiente durante todo o ano.

A duração do ciclo de vida das carraças é influenciado pela capacidade de estes parasitas para abrandar as suas funções vitais e "ficar à espera", se as condições ambientais não forem favoráveis. A esta característica chama-se diapausa.

Todas as carraças passam por quatro fases de desenvolvimento durante o seu ciclo de vida: ovo, larva, ninfa e adulto. De acordo com cada espécie, este ciclo pode-se desenvolver do início ao fim no mesmo hospedeiro ou pode ter dois ou três hospedeiros diferentes (mais comum em espécies que presentes em Portugal e na Europa).

Os ovos são postos pelas fêmeas grávidas em fendas, tocas e recessos e eclodem no ambiente, as larvas que emergem dos ovos procuram imediatamente o primeiro hospedeiro, um cão, um gato, um roedor ou um humano, para se alimentar do seu sangue. Depois de se alimentar, a larva deixa-se cair para o solo e sofre uma metamorfose para ninfa, indo depois procurar uma nova fonte de alimento. Da mesma forma, uma vez alimentada, as ninfas descem do animal infestado para se tornarem, no chão, em adultos. A forma adulta procura o terceiro hospedeiro onde se alimenta de novo.

Em apenas 5 a 7 dias, as carraças fêmeas adultas podem aumentar até 4 vezes de tamanho e aumentar 100 vezes o seu peso. Tudo isso à custa do sangue dos animais parasitados. Para além de se alimentarem no animal, as formas adultas também acasalam. Por fim, as fêmeas fecundadas deixam o hospedeiro, indo pôr os ovos no chão, iniciando um novo ciclo.

Cada carraça fêmea põe entre 3 a 4 mil ovos, fazendo-o sempre fora do animal, e escolhendo fazer a postura geralmente em áreas resguardadas, de vegetação baixa ou em jardins.

Sob condições favoráveis, o ciclo de vida da carraça ocorre em apenas dois meses, mas pode-se prolongar durante mais de 900 dias se o ambiente não for favorável à sobrevivência do parasita, como por exemplo em alturas de frio ou calor intenso. Nessas condições a carraça entra no estado de diapausa.

Para além de cães, as carraças podem também ser encontradas em gatos, murganhos, ratos, coelhos, ouriços, em seres humanos e em répteis.

As carraças encontram-se adaptadas a sobrevier tanto em temperaturas quentes como frias (até mais bem adaptadas do que as pulgas). No entanto, as alturas do ano com médias de temperatura mais elevada, como a Primavera e o Verão, são as alturas em que aumentam mais significativamente os casos de parasitose por carraças nos animais de companhia. Por esse motivo, desde o início da Primavera até ao fim do Outono os programas de prevenção e controle de carraças devem ser intensificados.

 
 

EM QUE PARTE DO CORPO SE LOCALIZAM AS CARRAÇAS?

Estes parasitas localizam-se em áreas do corpo dos animais onde a pele é mais fina e é mais irrigada pelos vasos sanguíneos: orelhas, em torno dos olhos, entre os dedos, no pescoço, e outros locais. No entanto, se a infestação é grave, os parasitas distribuem-se por todo o corpo. Nos gatos, as carraças encontram-se mais frequentemente no pescoço e no rosto.

COMO É QUE AS CARRAÇAS AFECTAM A SAÚDE DOS ANIMAIS?

Dada a sua condição de artrópodes hematófagos (que se alimentam de sangue), as carraças desempenham um papel importante como vectores ou portadores de doenças que ameaçam a vida dos animais e seres humanos (zoonoses). As carraças são, de facto, os atrópodes mais importantes na transmissão de doenças aos animais.

Devido à sua alimentação, e sempre que o grau de infestação seja significativo, as carraças podem causar debilidade ao animal parasitado, perda de peso, anemia (devido à grande perda de sangue) e até mesmo a morte por sangramento ou outra doença a que fique susceptível devido ao seu estado de fraqueza.

Os danos mecânicos devidos à mordida do parasita, combinados com os efeitos de substâncias irritantes na sua saliva, causam lesões inflamatórias da pele que causam desconforto e inquietação, e levam a que o animal se arranhe por vezes cause auto-mutilação.

Para além destes problemas, as carraças são um risco em termos de transmissão de várias doenças infecciosas, tais como:


BABESIOSE OU PIROPLASMOSE

É uma doença dos cães causada por um parasita das células do sangue (Babesia spp), que causa a destruição dos glóbulos vermelhos (eritrócitos), causando anemia, doença renal, problemas imuno-mediados e, por vezes, morte. As espécies de carraças que transmitem activamente este parasita encontram-se em áreas rurais e urbanas. A eliminação da infecção é difícil e podem haver recaídas. Sem tratamento imediato, a doença pode ser fatal e por vezes, mesmo após tratamentos eficazes, os animais podem ficar com problemas renais crónicos.

ERLIQUIOSE

A Erliquiose é uma doença causada por uma bactéria chamada Ehrlichia canis, que afecta cães, gatos e seres humanos (zoonose), sendo transmitida pela picada de carraças. As carraças, ao alimentarem-se, transmitem Ehrlichia que infecta os glóbulos brancos do sangue do animal e danifica os vasos sanguíneos. Esta infecção provoca hemorragias e é acompanhada por outros sinais, tais como febre alta, caquexia (emagrecimento), inchaço dos gânglios linfáticos, anemia, sinais neurológicos, cegueira, etc.

BORRELIOSE OU DOENÇA DE LYME

A Borreliose de Lyme é uma doença que pode afectar cães, gatos e humanos. O agente causador é uma bactéria em forma de espiral chamada Borrelia burgdorferi, que uma vez introduzida no organismo através da mordedura das carraças, se espalha rapidamente pelo corpo, causando sintomas muito variados nos estágios iniciais, semelhantes a uma gripe nos humanos, e que depois evolui com sintomatologia muscular e esquelética, articular, neurológica e cardíaca.

HEPATOZOON

O Hepatozoon canis é um protozoário que invade os glóbulos brancos, gânglios linfáticos e células do fígado dos cães e outras espécies de canídeos (raposas, lobos). Outras espécies de Hepatozoon foram também descritas em gatos. Este agente infeccioso causa uma doença debilitante e frequentemente fatal, caracterizada por febre persistente, corrimento nasal e ocular e por uma deterioração gradual e persistente da condição corporal com perda de massa muscular e peso.


Em todas estas doenças, tanto em animais como em humanos, o período de incubação é muito variável e pode ser até bastante longo (até mais de um mês), o que torna difícil ao proprietário do animal, ou à pessoa afectada, associar o surgimento dos sintomas à presença de uma ou várias carraças no corpo. Devido a esta evolução por vezes lenta, um dos grandes problemas associados a estas doenças prende-se com o facto de os donos dos animais por vezes só procurarem auxílio médico-veterinário quando a situação já se encontra particularmente avançada, já havendo danos orgânicos irreversíveis. Daí ser particularmente importante a acção de prevenção de infestação por carraças, protegendo os animais contra estes parasitas.

COMO COMBATER AS CARRAÇAS?

As carraças podem transmitir doenças mortais para o seu animal de estimação. O risco de transmissão de doença ocorre principalmente nas primeiras 48 horas após a fixação da carraça à pele do animal.

Para limitar este risco, é uma prioridade ter o cuidado de fazer uma prevenção eficaz contra estes parasitas. As carraças encontram-se presentes no ambiente ao longo de todo o ano, por isso não se deve sperar até que o animal apresente parasitas para iniciar a prevenção; esta deve ser feita antes de tal ocorrer, ao longo de todo o ano.

Os dois pontos estratégicos de controlo de carraças são compostos pelo emprego a produtos acaricidas que eliminem as carraças presentes no animal, e medidas sobre meio ambiente.






UTILIZAÇÃO DE UM ANTIPARASITÁRIO COM ACÇÃO CONTRA CARRAÇAS

A aplicação de FRONTLINE COMBO ao animal durante todo o ano, e uma correcta higiene ambiental, com o objectivo de evitar infestações graves, são factores-chave de prevenção. É conveniente que o dono do animal realize um programa de controlo mensal dos parasitas procedendo à aplicação de uma pipeta para o peso correcto do animal, uma vez por mês, aplicando a totalidade do produto num ponto da zona do cachaço.

CONTROLO AMBIENTAL DAS CARRAÇAS

Quanto ao controle ambiental, recomendamos que tome as seguintes medidas: para as carraças gostam do interior é importante aspirar regularmente os tapetes, carpetes e zonas sob os móveis. A lavagem frequente das camas dos animais, bem como dos canis e outros espaços exteriores onde os animais permaneçam são medidas muito importantes que ajudam a diminuir o número de parasitas adultos e formas intermédias de desenvolvimento (ovos, larvas e ninfas). Deve-se ter em conta que uma larva pode sobreviver sem se alimentar durante cerca de 1 ano e que as carraças conseguem trepar troncos de árvore, paredes e muros, pelo que se devem higienizar as paredes e frestas até, pelo menos, um metro de altura. A utilização de vapor sob pressão é um excelente método de limpeza. O recurso a produtos de limpeza como o hipoclorito (lixívia) e creolina também são hipóteses válidas, devendo-se ter o cuidado de não deixar resíduos destes produtos no solo onde os animais permaneçam, enxaguando bem com água após a lavagem com esses produtos.

As carraças preferem o ambiente exterior e geralmente encontram-se sobre a vegetação. Assim sendo, se vive numa zona com vegetação é aconselhável manter as ervas curtas em torno dos locais frequentados pelo seu animal e deve Impedir que seu cão ou gato vá para terrenos abandonados ou outros locais onde possam haver muitas ervas e / ou arbustos. Se passear o seu animal de estimação em locais públicos ou em locais mais arborizados (floresta, campo) é aconselhável verificar o pêlo do animal para a presença de carraças antes de ir para casa, pois estas não se fixam de imediato (demoram pelo menos 24 horas a completar o processo de fixação) e inicialmente são facilmente encontradas a andar sobre o pêlo do animal.

O QUE FAZER SE ENCONTRAR CARRAÇAS NO ANIMAL?

Em primeiro lugar, não é conveniente arrancá-la pois dessa forma a única coisa que faz é remover apenas uma parte do corpo, ficando a restante parte do parasita (hipostoma, ou vulgarmente “ferrão” da carraça) fixa ao animal, o que pode causar infecções. Nunca se devem usar soluções caseiras tais como queimar o corpo da carraça com um fósforo ou a aplicação de álcool, gasolina ou algum outro tóxico.

Também tenha em mente que o sangue ingerido pelas carraças pode transmitir doenças infecciosas aos humanos, por isso, antes de manuseá-las é necessário proteger as mãos com luvas e de preferência usando uma pinça.

O método ideal de acção é aplicar na(s) carraça(s) spray Frontline® seguindo as instruções contidas no prospecto. As carraças morrem em poucos minutos e ao longo das horas seguintes a reacção inflamatória da pele do animal irá expulsá-la naturalmente, acabando por cair. Em alternativa, pode esperar alguns minutos após a aplicação do spray e tentar remover a carraça, agarrando-a com uma pinça de pontas bicudas o mais próximo possível da junção do parasita com a pele do animal.

Esta manobra deve ser feito com um movimento suave, mas constante, nunca dobrar o corpo do parasita, pois se o fizer é muito fácil que ela se parta e a parte do parasita que penetra na pele irá lá ficar.

Também existem pinças específicas para retirar carraças, que têm a forma de um pequeno pé-de-cabra, que se utilizam encaixando na carraça e rodando. Estas pinças podem ser encontradas em lojas para animais, farmácias e centros de atendimento médico-veterinário.

Uma vez retirada a carraça deve-se desinfectar a pele, pois a ferida que esta provocou pode ser uma porta de entrada para agentes infecciosos ou um ponto de atracção de moscas. Deve-se colocar o parasita num recipiente com álcool para matar a carraça e destruir os seus ovos. Nunca se deve esmagar pois dessa forma os agentes infecciosos que ela pode conter podem espalhar-se pelo ambiente e também não se deve simplesmente colocá-la no lixo ou no esgoto, porque dessa forma o parasita permanece vivo e poderá continuar a reproduzir-se.

APESAR DE NÃO VER CARRAÇAS NO AMBIENTE, É POSSÍVEL QUE ESTAS LÁ ENCONTREM?

Sim. Deve-se ter em conta que, embora para muitas espécies de carraças, os meses quentes são aqueles que oferecem as melhores condições ambientais para a sua reprodução, quando o meio não é favorável as carraças têm a capacidade de diminuir o seu metabolismo e entrar num período de dormência, que lhes permite sobreviver durante mais de 250 dias sem alimento. Assim, uma vez terminado o calor do verão, as carraças podem ficar em modo de espera nas áreas infestadas, se não for feito nenhum controlo ambiental, até aos primeiros dias quentes da primavera seguinte, onde o problema que se julgava resolvido irá ressurgir.

PORQUE É QUE FRONTLINE É EXCELENTE NA PREVENÇÃO E TRATAMENTO DE INFESTAÇÕES POR CARRAÇAS?

De acordo com estudos científicos comparando a eficácia entre alguns dos produtos utilizados para prevenir e tratar as infestações por carraças, os cães que a quem foi aplicado FRONTLINE COMBO® apresentaram menos parasitas que os grupos de animais a quem foram administrados outros antiparasitários (após 28 dias de aplicação).

A excelente persistência da acção do Frontline® COMBO® deve-se a certas características químicas do princípio activo do produto (Fipronil), que faz com que permaneça na pele do animal durante um período mais longo do que outros produtos.

O mecanismo de acção do FRONTLINE COMBO® ataca selectivamente o sistema nervoso central das carraças e pulgas e pulgas, e dessa forma não representa qualquer risco para a saúde dos animais ou dos humanos. De facto, o Frontline® spray pode ser usado em cachorros e gatinhos a partir dos 2 dias de vida e a gama completa Frontline® pode ser utilizada em fêmeas gestantes e lactantes.

Pergunte ao seu veterinário sobre a aplicação correcta de Frontline® em qualquer das suas apresentações e sobre a frequência de aplicação deste produto.