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FLEBÓTOMOS​

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Os flebótomos são insectos de pequeno tamanho, com 2 a 4 mm com a aparência de um pequeno mosquito. Estes insectos são prejudiciais quer para os animais como para os seres humanos, sendo vectores de Leishmaniose em muitas áreas do Mundo com um clima mediterrânico, subtropical e tropical, incluindo Portugal.

 

Distribuição

Os flebótomos encontram-se na maioria das regiões quentes do mundo. Na Europa, são abundantes em torno da bacia mediterrânica (Norte de África, Grécia, Itália, Sul de França, Espanha e Portugal), e a sua presença diminui em direcção ao Norte da Europa (Alemanha, Bélgica, Norte de França).

Estes insectos são activos em Portugal de Março a Novembro e voam em dias sem vento, têm actividade máxima quando a temperatura se encontra entre os 25 e os 34 graus (P. perniciousus, P. papatasi, P.ariasi), do pôr-do-sol ao nascer-do-sol, com um pico de actividade ao final do dia.

Leishmaniose

As fêmeas dos flebótomos actuam como vectores de um parasita microscópico dos glóbulos brancos (e outras células) dos animais e humanos chamado Leishmania. Este agente infeccioso é transmitido quando as fêmeas de flebótomo se alimentam de sangue antes de procederem à postura dos seus ovos.

A doença afecta milhões de cães na Europa e no resto do Mundo e é um sério problema de saúde humana em certas regiões de países como o Sudão, Índia, Bangladesh, Síria, Iraque, Perú, Brasil, entre outros.

A leishmaniose é uma doença cuja distribuição tem também aumentado no norte da Europa.

Distribuição de leishmaniose canina (transmitida por Phlebotomus spp.)


 


Sinais clínicos em cães

O período de incubação é variável e pode durar de alguns meses a vários anos. O aparecimento gradual dos sinais clínicos significa que o cão pode ter sido infectado meses antes de tal se tornar evidente.

Alguns dos sinais mais frequentes são: Alopécia (perda de pêlo, especialmente ao redor dos olhos), descamação, úlceras e hemorragias, perda de peso, linfadenopatia (aumento no volume de um ou vários gânglios linfáticos), insuficiência renal. Menos frequentemente: inflamação do fígado, esplenomegalia (aumento do volume do baço), anemia e febre.

Após o aparecimento dos primeiros sinais clínicos, a doença vai evoluindo e, se não fôr devidamente tratada, conduzirá à morte do animal.

Actualmente não há nenhuma medicação que cure a doença nos cães. Os tratamentos disponíveis limitam os sinais clínicos, e atrasam ou estagnam a evolução da doença, mas o animal permanece sempre infectado com Leishmania.



Protecção

Os repelentes de insectos que impedem a alimentação dos flebótomos (coleiras, sprays ou pipetas) ou vacinação são fundamentais como medidas de prevenção, especialmente em áreas onde a doença é endémica.

Os flebótomos reproduzem-se em matéria orgânica, como coberturas de folhas mortas, troncos de árvores, compostagem, estrumeiras, por isso evitar passear os cães em zonas onde este tipo de matéria esteja presente, especialmente às horas de maior actividade dos flebótomos (crepúsculo e amanhecer), é de grande importância. Também se deve evitar a existência deste tipo de pontos de reprodução dos flebótomos junto às casotas ou canis dos animais.

Tem sido demonstrado que o tratamento regular dos cães com repelentes de insectos pode reduzir a incidência de picadas de flebótomo e, portanto, diminuir a transmissão de Leishmania infantum.

Risco para os seres humanos

A leishmaniose pode ser transmitida aos seres humanos. O risco é maior em indivíduos imunodeprimidos, crianças e idosos e em populações carenciadas e com fracas condições de vida (subnutrição ou má alimentação, más condições de habitação). Apesar dos tratamentos disponíveis serem eficazes na eliminação do parasita em humanos, estes são quase sempre prolongados e podem surgir recidivas.

Cães errantes ou domésticos infectados e não tratados, raposas, roedores e outros mamíferos silvestres são os principal reservatórios de Leishmania infantum, e desempenham um papel crucial na transmissão zoonótica da doença (para humanos) e na disseminação da infecção para outros animais domésticos.


Controlo de flebótomos com FRONTLINE® TRI-ACT

O FRONTLINE® TRI-ACT contém dois componentes que actuam em complementaridade, proporcionando uma acção repelente e insecticida. Os flebótomos (P. perniciosus) são repelidos pela acção da Permetrina, enquanto o Fipronil mata aqueles que entram em contacto com o pêlo do animal. A acção repelente é eficaz acima dos de 80% durante 4 semanas.

Para além de actuar como repelente e insecticida para os flebótomos, o FRONTLINE® TRI-ACT também elimina pulgas, carraças e piolhos, e actua sobre moscas e mosquitos.

Para uma maior protecção contra os flebótomos vectores de Leishmaniose, FRONTLINE® TRi-ACT deve ser aplicado mensalmente, durante o período de actividade destes insectos.

Consulte aqui página do FRONTLINE® TRi-ACT para mais informações.

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